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Praça Dom Antônio Mazzarotto, Ponta Grossa-PR

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AS IMATERIALIDADES DO MATERIAL: A PRAÇA DOM ANTÔNIO MAZZAROTTO E A FESTA DE SANTO ANTÔNIO (1947-1970) EM PONTA GROSSA-PR Resumo Este artigo analisa a Praça Dom Antônio Mazzarotto, localizada no bairro Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, Paraná, buscando compreender como um espaço urbano sem grande vulto monumental se transforma em lugar por meio das práticas sociais que nele acontecem. O recorte temporal compreende o período de 1947 a 1970, iniciado com a formação do bairro e o surgimento da praça. A pesquisa articula discussões sobre patrimônio cultural, memória, espaço, lugar e bens culturais associados, procurando compreender as relações entre a materialidade da praça e as práticas que lhe atribuem significados. A metodologia baseia-se na análise de documentos, legislação municipal, mapas, fotografias e registros relacionados à paróquia e à Festa de Santo Antônio. Os resultados parciais indicam que a Festa constitui importante elemento na produção social do lugar, ao promover encontro...

Nazismo no Paraná, 1930

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Sede do Partido Nazista em Curitiba, 1930 1936 Selo da Liga Nazista Brasileira, Divisão Paraná - 1930/1940 O Partido Nazista teve uma presença forte no Paraná, que foi o quinto estado brasileiro com mais filiados, somando 192 membros, sendo 94 só em Curitiba. A maioria era composta por alemães natos, jovens entre 25 e 35 anos que chegaram ao Brasil depois da Primeira Guerra Mundial e carregavam um forte sentimento nacionalista e revanchista. O partido foi oficializado no estado em 1933, com sede na Avenida Anita Garibaldi, em Curitiba, e teve como líder Werner Heinrich Wilhelm Hoffmann. As atividades iam de festas e desfiles a treinos paramilitares e propaganda pesada, incluindo a Juventude Teuto-Brasileira, que era tipo a versão local da Juventude Hitlerista e desfilava uniformizada pelas ruas da capital. Para crescer, os nazistas se infiltraram nos clubes e sociedades dos imigrantes alemães que já existiam há décadas, como a Sociedade Beneficente Operária e a União dos Cantores Alemã...

Povos originários de Prudentópolis-PR

  Resumo  O verbete da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (1957-1959) classifica os habitantes originários de Prudentópolis como “selvagens”, termo que revela a violência epistêmica do projeto colonial. Este artigo demonstra que a região foi ocupada por milênios pelos povos Kaingang, Guarani e Xetá, com organização social, espiritualidade e cultura material complexas. As evidências arqueológicas nos sítios do vale do rio Marrecas e do Rio dos Patos, somadas às normativas de tombamento do Geossítio “Pinheiro de Pedra” – que reconhecem o uso tradicional faxinalense na área de entorno –, confirmam a ocupação humana anterior à colonização. A análise crítica da terminologia colonial permite desconstruir o mito do “vazio demográfico” e reconhecer a territorialidade indígena como fundamento histórico da região .  Palavras-chave: Kaingang. Prudentópolis. Colonialismo.  ARTIGO COMPLETO AQUI>>>

Sancionada a lei que exige autorização para tombamento de igrejas em Ponta Grossa-PR

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No dia 10/08/2026 a Câmara de Ponta Grossa-PR, aprovou o Projeto de Lei 232/2026 que prevê que tombamentos de igrejas devem ter a autorização dos responsáveis legais. Depois, o projeto foi para a sanção da Prefeita da cidade. No dia 28/08/2026, a prefeita sancinou integralmente a lei. Agora, é lei>>> veja o texto integral aqui>>> Clique na imagem Lei 16.036/2026 aprovada>>>         Texto da lei, completo>>> Veja o trâmite e docs>>> 1ª votação>>> 10 favoráveis, 2 contrários e 0 abstação 2ª votação>>>  12 favoráveis, 1 contrário e 0 abstenção DOCUMENTO DO COMPAC PELO TOMBAMENTO>>> Observação: no site do Compac , não foi possível encontrar as atas das reuniões  de 04 de maio e 01 de junho de 2026, e que decidiram pelo tombamento das igrejas.  NOSSA POSIÇÃO PELO ARQUIVAMENTO DE TODOS OS PROCEDIMENTOS DE TOMBAMENTO NOS MOLDES ATUAIS E PARECER TÉCNICO, AQUI>>> ANTES>>...

Estudo sobre o Quilombo Limitão de Castro-PR

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O Quilombo Limitão, em Castro (PR), carrega uma história de muitas décadas de luta, medo e esperança. Seu tesoureiro, Seu João Pedro, contou em entrevista como a comunidade viveu a chegada da energia elétrica, a construção do poço comunitário e a vacinação na pandemia, mas também enfrentou o descaso com a estrada, a falta de transporte escolar e a ameaça constante de perder a terra para as firmas de plantio de pinos. O medo de "tomarem terra" não é à toa. Ele vem de um passado de expropriação que começou ainda no século XIX, quando os escravos carmelitas da Fazenda Capão Alto foram vendidos e dispersos. Os descendentes que formaram o Limitão nunca receberam do Estado o documento que reconhece o território como quilombola de fato e de direito. Sem a titulação, a comunidade fica frágil. Os jovens vão embora por falta de serviço, os serviços públicos não chegam, e a terra, que é a base da identidade e da memória, pode ser tomada a qualquer momento. Por isso, a luta do Limitão nã...

Canetadas no Patrimônio Cultural pelo Brasil

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QUANDO A CANETADA DETERMINA O QUE É UM PATRIMÔNIO CULTURAL RESUMO O artigo analisa a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 3839/2024 , que reconhece o hip hop como manifestação da cultura nacional. O texto examina o fenômeno mais amplo da patrimonialização por via legislativa, que vem substituindo os estudos técnicos e a participação comunitária por iniciativas de cunho político eleitoreiro. Dialogando com a teoria crítica do patrimônio e com a noção de "fetiche legislativo" (COSTA, 2023), o artigo argumenta que o reconhecimento do hip hop, embora meritório em seu conteúdo simbólico, foi realizado sem o devido processo de registro junto ao IPHAN, sem consulta aos detentores da cultura e sem a definição de políticas públicas efetivas de salvaguarda. O texto conclui que a aprovação da lei, na forma como ocorreu, banaliza o conceito de patrimônio cultural imaterial e fragiliza as instituições de preservação, transformando o reconhecimento cultural em moeda d...

O Olhar Andradiano

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O presente artigo analisa a contribuição de Mário de Andrade para a construção do pensamento patrimonial brasileiro a partir de suas viagens ao Norte e Nordeste do país entre 1927 e 1929. A experiência do escritor modernista como viajante e etnógrafo amador resultou no diário O Turista Aprendiz, obra que registra não apenas as paisagens e gentes brasileiras, mas também um profundo questionamento sobre a identidade nacional e os rumos da cultura no Brasil. O artigo examina como as observações de Mário durante suas expedições, expressas em suas crônicas e reflexões de viagem, antecederam e influenciaram a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1937, especialmente por meio do Anteprojeto de Preservação do Patrimônio Artístico Nacional redigido em 1936. A pesquisa demonstra que a visão pluralista e etnográfica de Mário de Andrade, embora não plenamente incorporada à legislação inicial do órgão, antecipou conceitos fundamentais para a preservação do patri...

Neve em Ponta Grossa-PR, inverno de 1981

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Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente por seu clima predominantemente tropical, os invernos rigorosos do Sul do país ocasionalmente proporcionam cenários incomuns. Um desses momentos ocorreu em julho de 1981, quando a neve atingiu diversas localidades paranaenses, incluindo o município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O registro fotográfico, pertencente ao acervo de Bel Zan e compartilhado pelo grupo Ponta Grossa Memória Viva , eterniza um raro episódio meteorológico na cidade. A imagem foi capturada na Praça Barão do Rio Branco, um dos espaços públicos mais tradicionais do centro ponta-grossense. Ao fundo, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um dos mais importantes patrimônios históricos e religiosos do município. As baixas temperaturas daquele inverno foram resultado da intensa incursão de uma massa de ar polar sobre o Sul do Brasil. Em várias cidades paranaenses foram registrados episódios de geada forte e precipitação de neve, fenômeno relativamente raro no ...

MCG e seu link para estudos históricos

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Em um passo importantíssimo para História de Ponta Grossa-PR, a região dos Campos Gerais e o próprio Paraná o MCG divulgou o site com milhares de fontes para acesso ao público em geral e pesquisadores.  Acesse:  https://omekas.apps.uepg.br/s/mcg/page/museu   Essa iniciativa, de fato, é uma tremenda evolução para o campo da história, da memória e do patrimônio de PG e das cidades que fazem parte dessa grande região paranaense.  Parabenizamos o Professor Edson Armando Silva e toda a equipe do MCG por essa belíssimo trabalho! 

Avenida Beckman, Maringá-PR, idos da década de 1960

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A antiga Avenida Beckman, atual Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, aparece registrada em uma fotografia possivelmente produzida na década de 1960, em um período no qual Maringá ainda consolidava sua expansão urbana para além do núcleo originalmente planejado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, CMNP (MARINGÁ HISTÓRICA, 2024). À direita da imagem, observa-se a extensa área verde que posteriormente se transformaria no atual Parque do Ingá, um dos principais cartões-postais ambientais da cidade. Naquele contexto, a Avenida Beckman constituía uma importante ligação viária entre regiões ainda pouco urbanizadas da cidade. Situada na margem sul da Zona 2 e próxima ao vale do Córrego Moscados, a via atravessava uma área de baixada cercada por mata densa, iluminação precária e reduzida circulação noturna. Antigos moradores relatam que o trecho era considerado um dos mais perigosos de Maringá, sobretudo durante a noite, quando a ausência de infraestrutura urbana favore...