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Câmara aprova projeto de lei que exige autorização para tombamento de igrejas em Ponta Grossa

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No dia 10/08/2026 a Câmara de Ponta Grossa-PR, aprovou o Projeto de Lei 232/2026 que prevê que tombamentos de igrejas devem ter a autorização dos responsáveis legais. Agora, o projeto vai para a sanção da Prefeita da cidade.  Uma vez sancionada, a  Lei de Garantia da Autonomia das Instituições Religiosas em Processos de Tombamento, como será chamada a nova legislação, diz: "Art. 1º -Os templos religiosos, igrejas, capelas e demais edificações destinadas à prática de cultos religiosos, somente poderão ser objeto de tombamento mediante autorização expressa da entidade religiosa, por meio da Diretoria local dos lideres religiosos. Art. 2º -A autorização de que trata esta Lei deverá ser formalizada por documento escrito, assinado pelos representantes legais da instituição religiosa, acompanhado de ata de aprovação do órgão diretivo competente, quando previsto em seu estatuto. Art. 3º -Nenhum procedimento administrativo visando ao tombamento de imóvel utilizado para fins religiosos...

Praça São Francisco de São Cristóvão-SE, reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

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Resumo  Este artigo propõe uma reflexão sobre a Praça São Francisco, em São Cristóvão (SE), reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2010, a partir do conceito de "imaterialidades do material". Argumenta se que, para além do excepcional conjunto arquitetônico colonial, o valor universal da praça reside nas práticas sociais, nas memórias, nas festas e nas relações de poder que nela se tecem cotidianamente. Com base em estudos de caso e revisão bibliográfica, o texto demonstra como a materialidade do patrimônio é constantemente ressignificada pela vida que a ocupa, desafiando a dicotomia entre patrimônio material e imaterial e evidenciando a necessidade de uma gestão que integre essas dimensões. Palavras-chave: Patrimônio Cultural. Imaterialidade. Praça São Francisco. LEIA O ARTIGO COMPLETO AQUI>>> Imagens: Heitor Xavier

ESTUDO SOBRE O QUILOMBO LIMITÃO DE CASTRO-PR

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O Quilombo Limitão, em Castro (PR), carrega uma história de muitas décadas de luta, medo e esperança. Seu tesoureiro, Seu João Pedro, contou em entrevista como a comunidade viveu a chegada da energia elétrica, a construção do poço comunitário e a vacinação na pandemia, mas também enfrentou o descaso com a estrada, a falta de transporte escolar e a ameaça constante de perder a terra para as firmas de plantio de pinos. O medo de "tomarem terra" não é à toa. Ele vem de um passado de expropriação que começou ainda no século XIX, quando os escravos carmelitas da Fazenda Capão Alto foram vendidos e dispersos. Os descendentes que formaram o Limitão nunca receberam do Estado o documento que reconhece o território como quilombola de fato e de direito. Sem a titulação, a comunidade fica frágil. Os jovens vão embora por falta de serviço, os serviços públicos não chegam, e a terra, que é a base da identidade e da memória, pode ser tomada a qualquer momento. Por isso, a luta do Limitão nã...

CANETADAS DETERMINANDO O QUE É PATRIMÔNIO CULTURAL NO BRASIL...

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QUANDO A CANETADA DETERMINA O QUE É UM PATRIMÔNIO CULTURAL RESUMO O artigo analisa a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 3839/2024 , que reconhece o hip hop como manifestação da cultura nacional. O texto examina o fenômeno mais amplo da patrimonialização por via legislativa, que vem substituindo os estudos técnicos e a participação comunitária por iniciativas de cunho político eleitoreiro. Dialogando com a teoria crítica do patrimônio e com a noção de "fetiche legislativo" (COSTA, 2023), o artigo argumenta que o reconhecimento do hip hop, embora meritório em seu conteúdo simbólico, foi realizado sem o devido processo de registro junto ao IPHAN, sem consulta aos detentores da cultura e sem a definição de políticas públicas efetivas de salvaguarda. O texto conclui que a aprovação da lei, na forma como ocorreu, banaliza o conceito de patrimônio cultural imaterial e fragiliza as instituições de preservação, transformando o reconhecimento cultural em moeda d...

O Olhar Andradiano

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O presente artigo analisa a contribuição de Mário de Andrade para a construção do pensamento patrimonial brasileiro a partir de suas viagens ao Norte e Nordeste do país entre 1927 e 1929. A experiência do escritor modernista como viajante e etnógrafo amador resultou no diário O Turista Aprendiz, obra que registra não apenas as paisagens e gentes brasileiras, mas também um profundo questionamento sobre a identidade nacional e os rumos da cultura no Brasil. O artigo examina como as observações de Mário durante suas expedições, expressas em suas crônicas e reflexões de viagem, antecederam e influenciaram a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1937, especialmente por meio do Anteprojeto de Preservação do Patrimônio Artístico Nacional redigido em 1936. A pesquisa demonstra que a visão pluralista e etnográfica de Mário de Andrade, embora não plenamente incorporada à legislação inicial do órgão, antecipou conceitos fundamentais para a preservação do patri...

Neve em Ponta Grossa-PR, inverno de 1981

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Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente por seu clima predominantemente tropical, os invernos rigorosos do Sul do país ocasionalmente proporcionam cenários incomuns. Um desses momentos ocorreu em julho de 1981, quando a neve atingiu diversas localidades paranaenses, incluindo o município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O registro fotográfico, pertencente ao acervo de Bel Zan e compartilhado pelo grupo Ponta Grossa Memória Viva , eterniza um raro episódio meteorológico na cidade. A imagem foi capturada na Praça Barão do Rio Branco, um dos espaços públicos mais tradicionais do centro ponta-grossense. Ao fundo, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um dos mais importantes patrimônios históricos e religiosos do município. As baixas temperaturas daquele inverno foram resultado da intensa incursão de uma massa de ar polar sobre o Sul do Brasil. Em várias cidades paranaenses foram registrados episódios de geada forte e precipitação de neve, fenômeno relativamente raro no ...

MUSEU CAMPOS GERAIS (MCG) DIVULGA LINK PARA PESQUISA EM ACERVOS HISTÓRICOS

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Em um passo importantíssimo para História de Ponta Grossa-PR, a região dos Campos Gerais e o próprio Paraná o MCG divulgou o site com milhares de fontes para acesso ao público em geral e pesquisadores.  Acesse:  https://omekas.apps.uepg.br/s/mcg/page/museu   Essa iniciativa, de fato, é uma tremenda evolução para o campo da história, da memória e do patrimônio de PG e das cidades que fazem parte dessa grande região paranaense.  Parabenizamos o Professor Edson Armando Silva e toda a equipe do MCG por essa belíssimo trabalho! 

A Avenida Paulista pelor olhar de Guilherme Gaensly em 1902

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O fotógrafo suíço-brasileiro Guilherme Gaensly (1843-1928) foi um dos principais responsáveis por eternizar visualmente a transformação urbana de São Paulo entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Considerado um dos grandes nomes da fotografia documental brasileira, Gaensly produziu registros fundamentais da capital paulista em pleno processo de modernização, acompanhando o crescimento econômico impulsionado pelo café, pela imigração e pela urbanização acelerada (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2022). Entre suas obras mais emblemáticas está a série fotográfica dedicada à Avenida Paulista, inaugurada oficialmente em 1891 e rapidamente transformada em símbolo da elite cafeeira paulistana. As imagens produzidas por Gaensly, especialmente por volta de 1902, revelam uma avenida ainda marcada por extensos casarões, palacetes aristocráticos, jardins e intensa arborização, muito diferente da paisagem verticalizada que definiria a região ao longo do século XX (SÃO PAULO HISTÓRIC...

Avenida Beckman, Maringá-PR, idos da década de 1960

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A antiga Avenida Beckman, atual Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, aparece registrada em uma fotografia possivelmente produzida na década de 1960, em um período no qual Maringá ainda consolidava sua expansão urbana para além do núcleo originalmente planejado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, CMNP (MARINGÁ HISTÓRICA, 2024). À direita da imagem, observa-se a extensa área verde que posteriormente se transformaria no atual Parque do Ingá, um dos principais cartões-postais ambientais da cidade. Naquele contexto, a Avenida Beckman constituía uma importante ligação viária entre regiões ainda pouco urbanizadas da cidade. Situada na margem sul da Zona 2 e próxima ao vale do Córrego Moscados, a via atravessava uma área de baixada cercada por mata densa, iluminação precária e reduzida circulação noturna. Antigos moradores relatam que o trecho era considerado um dos mais perigosos de Maringá, sobretudo durante a noite, quando a ausência de infraestrutura urbana favore...

Obras do calçadão da XV em Curitiba, 1972

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A imagem registra um dos momentos mais emblemáticos da história urbana de Curitiba: o início do calçamento da Rua XV de Novembro, marco da transformação do centro da cidade em espaço voltado prioritariamente ao pedestre. Na manhã de uma sexta-feira de maio de 1972, dezenas de trabalhadores iniciaram as obras que dariam origem ao primeiro calçadão do país, iniciativa que se tornaria referência nacional e internacional em urbanismo (PREFEITURA DE CURITIBA, 1972). A proposta previa a adaptação rápida do trecho compreendido entre a Praça Osório e a Praça Santos Andrade, área então marcada por tráfego intenso e lento, o que comprometia a mobilidade cotidiana. A solução foi transformar o eixo em via exclusivamente dedicada ao pedestre, reorganizando o centro histórico e inaugurando nova lógica de convivência urbana (GAZETA DO POVO, 1972). A obra integrou o conjunto de ações conduzidas pela Prefeitura de Curitiba durante a gestão do arquiteto Jaime Lerner, momento em que o planejamento urbano...