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Mostrando postagens de março, 2026

Ponta Grossa, construção da Vila 31 de Março em 1964

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Originário do acervo de Ivo Bittencourt Filho, o registro documental ilustra a edificação da Vila 31 de Março, cujo nome remete ao golpe militar de 1964, um dos períodos mais marcantes da história republicana brasileira. Inaugurado em 31 de março de 1967 — data que coincidia com o terceiro aniversário da intervenção —, o núcleo habitacional surgiu em um contexto de políticas de moradia ainda incipientes, sendo destinado prioritariamente a famílias de militares. À época, os contratos habitacionais estabelecidos previam prazos de 25 anos, amparados por isenções concedidas pelo Governo Federal. Com o passar das décadas, a denominação do bairro tornou-se objeto de controvérsia. Em 2009, um movimento de residentes propôs a alteração do nome para "15 de Março", em alusão à data da redemocratização do Brasil, ocorrida em 1985; contudo, a iniciativa não obteve êxito. Em 2012, por ocasião do 45º aniversário da vila, uma reportagem do periódico Gazeta do Povo consultou a comunidade lo...

Vila 31 de Março: Entre o Urbanismo e a Memória Política

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O registro fotográfico pertencente ao acervo de Moisés Francisco captura a Vila 31 de Março durante a década de 1970, em Ponta Grossa. O nome do conjunto habitacional carrega uma carga simbólica profunda, remetendo diretamente ao golpe militar de 1964. Inaugurado em 31 de março de 1967 , o núcleo foi entregue justamente no terceiro aniversário do regime, consolidando-se como um marco geográfico e ideológico na cidade. Diferente de outros conjuntos populares, a Vila 31 de Março foi projetada para atender, prioritariamente, famílias de militares e servidores públicos. Naquele período, os contratos habitacionais estendiam-se por 25 anos, contando com subsídios e isenções do governo federal, o que conferia ao bairro um perfil socioeconômico específico e uma forte ligação com a disciplina e a organização militar. Tensões e Identidade Com a redemocratização, a nomenclatura do bairro passou a ser objeto de debates. Em 2009 , surgiu um movimento liderado por moradores e ativistas que propunha...

Londrina, idos de 1930

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Imagem 1 - Primeira estação ferroviária de Londrina. 04.04.1935 Imagem 2 - Manobreira suíça com locomotiva americana da Ferrovia São Paulo - Paraná. Estação Ferroviária de Londrina. Década de 1930. Informações e Imagens do livro: Londrina documentada, Coleção Fotográfica José Juliani, 2011. https://sites.uel.br/museu/wp-content/uploads/2023/06/Documenta_2-Colecao-Fotografica-Jose-Juliani.pdf

Ponta do Calabouço – Vida Urbana, Escravidão e Transformações no Rio de Janeiro

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A Ponta do Calabouço foi uma proeminência de terra que avançava sobre a Baía de Guanabara, localizada entre as antigas praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro. Nesse sítio estratégico, desde o início do período colonial, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia, também chamado de Forte de São Tiago, como parte da rede defensiva da cidade-porto à beira do Atlântico (MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, 2026). No final do século XVII, esse conjunto militar incorporou, em 1693, uma prisão conhecida como Calabouço, destinada à detenção, punição e castigo de escravizados que haviam fugido ou cometido infrações sob a lógica colonial. A historiografia especializada mostra que, além de ser usado para confinamento e severas penalidades corporais, o Calabouço funcionou como lugar intermediário entre as sanções senhoriais e a autoridade do Estado, sob condições duras e humilhantes. Autores como Clarissa Nunes Maia e Holloway analisam o contexto pr...

Sobre o CNPR-BR

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                                            O Conexão Patrimônio Brasil, CNPR-BR, anteriormente denominado Conexão Paranaense Brasil, nasceu em 15 de maio de 2025, como uma iniciativa simples, livre, autônoma e independente voltada à divulgação do Paraná, de suas cidades, histórias e identidades culturais. Com o tempo, o projeto expandiu-se para o campo da pesquisa e da difusão histórica, passando a atuar de forma mais ampla na valorização da memória, da cultura e do patrimônio histórico-cultural paranaense. Em maio de 2026, o CNPR-BR iniciou uma nova etapa de expansão nacional. Por meio de diferentes parcerias e colaborações, o projeto passou a desenvolver pesquisas, estudos e ações de difusão em âmbito brasileiro, ampliando suas atividades para além do Paraná e consolidando uma proposta voltada à documentação, preservação e divulgação do patrimônio cultural em todo o territóri...