O Conexão Patrimônio Brasil, CNPR-BR, nasceu em 15 de maio de 2025, como uma iniciativa simples, livre, autônoma e independente voltada à divulgação do Paraná, de suas cidades, histórias e identidades culturais. Com o tempo, o projeto expandiu-se para o campo da pesquisa e da difusão histórica, passando a atuar de forma mais ampla na valorização da memória, da cultura e do patrimônio histórico-cultural paranaense. Em maio de 2026, o CNPR-BR iniciou uma nova etapa de expansão nacional. Por meio de diferentes parcerias e colaborações, o projeto passou a desenvolver pesquisas, estudos e ações de difusão em âmbito brasileiro, ampliando suas atividades para além do Paraná e consolidando uma proposta voltada à documentação, preservação e divulgação do patrimônio cultural em todo o território nacional, sob a perspectiva do Olhar Andradi...
No dia 10/08/2026 a Câmara de Ponta Grossa-PR, aprovou o Projeto de Lei 232/2026 que prevê que tombamentos de igrejas devem ter a autorização dos responsáveis legais. Agora, o projeto vai para a sanção da Prefeita da cidade. Uma vez sancionada, a Lei de Garantia da Autonomia das Instituições Religiosas em Processos de Tombamento, como será chamada a nova legislação, diz: "Art. 1º -Os templos religiosos, igrejas, capelas e demais edificações destinadas à prática de cultos religiosos, somente poderão ser objeto de tombamento mediante autorização expressa da entidade religiosa, por meio da Diretoria local dos lideres religiosos. Art. 2º -A autorização de que trata esta Lei deverá ser formalizada por documento escrito, assinado pelos representantes legais da instituição religiosa, acompanhado de ata de aprovação do órgão diretivo competente, quando previsto em seu estatuto. Art. 3º -Nenhum procedimento administrativo visando ao tombamento de imóvel utilizado para fins religiosos...
O resumo abaixo é parte de um trabalho de pesquisa dentro do Curso de Bacharelado em História na UEPG, sobre a Comunidade Remascente Quilombola ( CRQ Sutil ) realizado durante o ano de 2025 e foi apresentado no 2° Colóquio, Patrimônio e Educação - Patrimônios em Risco da Associação de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural (APPAC) no mês de Setembro de 2025, na UEPG. POLÍTICAS DE REPARAÇÃO E O QUILOMBO SUTIL: MEMÓRIA, TERRITORIALIDADE E LUTA POR DIREITOS EM PONTA GROSSA (PR) RESUMO O presente trabalho analisa a relação entre políticas de reparação e direitos territoriais na Comunidade Quilombola do Sutil ( Ponta Grossa -PR), cujo território e práticas culturais possuem valor histórico, simbólico e identitário. Busca-se compreender como políticas públicas, instrumentos legais e ações institucionais atuam no processo de reconhecimento e titulação da terra, preservando a c...
O presente artigo analisa a contribuição de Mário de Andrade para a construção do pensamento patrimonial brasileiro a partir de suas viagens ao Norte e Nordeste do país entre 1927 e 1929. A experiência do escritor modernista como viajante e etnógrafo amador resultou no diário O Turista Aprendiz, obra que registra não apenas as paisagens e gentes brasileiras, mas também um profundo questionamento sobre a identidade nacional e os rumos da cultura no Brasil. O artigo examina como as observações de Mário durante suas expedições, expressas em suas crônicas e reflexões de viagem, antecederam e influenciaram a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1937, especialmente por meio do Anteprojeto de Preservação do Patrimônio Artístico Nacional redigido em 1936. A pesquisa demonstra que a visão pluralista e etnográfica de Mário de Andrade, embora não plenamente incorporada à legislação inicial do órgão, antecipou conceitos fundamentais para a preservação do patri...
O Quilombo Limitão, em Castro (PR), carrega uma história de muitas décadas de luta, medo e esperança. Seu tesoureiro, Seu João Pedro, contou em entrevista como a comunidade viveu a chegada da energia elétrica, a construção do poço comunitário e a vacinação na pandemia, mas também enfrentou o descaso com a estrada, a falta de transporte escolar e a ameaça constante de perder a terra para as firmas de plantio de pinos. O medo de "tomarem terra" não é à toa. Ele vem de um passado de expropriação que começou ainda no século XIX, quando os escravos carmelitas da Fazenda Capão Alto foram vendidos e dispersos. Os descendentes que formaram o Limitão nunca receberam do Estado o documento que reconhece o território como quilombola de fato e de direito. Sem a titulação, a comunidade fica frágil. Os jovens vão embora por falta de serviço, os serviços públicos não chegam, e a terra, que é a base da identidade e da memória, pode ser tomada a qualquer momento. Por isso, a luta do Limitão nã...
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