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Cidade Baixa e enseada do Menino Deus, Porto Alegre-RS, 1920

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Fotografia: Acervo Brasiliana Fotografia A formação urbana de Porto Alegre encontra no bairro Menino Deus um de seus pilares históricos mais expressivos. Considerado o arraial mais antigo da capital gaúcha , o território foi o primeiro agrupamento a ser reconhecido de forma semi-independente no município (REIS, 2026). Esse pioneirismo geográfico confere à região um papel de destaque na análise da expansão urbana em direção à Zona Sul de Porto Alegre, servindo como um laboratório vivo das transformações paisagísticas e do planejamento viário que moldaram o cotidiano dos moradores locais ao longo de mais de um século (REIS, 2026). A identidade cultural e a nomenclatura da localidade estão profundamente vinculadas à religiosidade trazida por imigrantes. A devoção dos colonos açorianos deu origem ao nome do bairro, consolidando-se a partir da inauguração da capela homônima na noite de Natal de 1853 (REIS, 2026). A paróquia original, erguida em traços arquitetônicos de estilo gótico, func...

Inauguração da estátua de José Bonifácio no Largo de São Francisco-RJ, em 1872

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    A inauguração da estátua contou com a presença de dom Pedro II, da família imperial, autoridades e representantes do IHGB. A cerimônia teve o Hino da Independência, salva de 19 tiros e discursos em homenagem à Independência. O discurso principal foi realizado por Joaquim Manuel de Macedo. Fotos e infomações Brasiliana Fotografia>>>

Circular de prefixo nº 427, 1980, Maringá-PR

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Provavelmente registrada no final da década de 1980, a fotografia mostra o ônibus 427 da TCCC, da linha Cerro Azul, documentando aspectos do transporte coletivo e da paisagem urbana de Maringá. A imagem provavelmente foi feita nas proximidades da praça de Todos os Santos, no encontro das avenidas Cerro Azul e Juscelino Kubitschek, então ocupada por estacionamentos e ponto de táxi. Pouco depois, o local receberia o Barracão II, posteriormente Teatro Reviver, inaugurado em 1992 e atualmente denominado Teatro Reviver Magó.  Com informações e foto do acervo do site Paraná Histórica>>>

A Avenida Paulista pelor olhar de Guilherme Gaensly em 1902

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O fotógrafo suíço-brasileiro Guilherme Gaensly (1843-1928) foi um dos principais responsáveis por eternizar visualmente a transformação urbana de São Paulo entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Considerado um dos grandes nomes da fotografia documental brasileira, Gaensly produziu registros fundamentais da capital paulista em pleno processo de modernização, acompanhando o crescimento econômico impulsionado pelo café, pela imigração e pela urbanização acelerada (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2022). Entre suas obras mais emblemáticas está a série fotográfica dedicada à Avenida Paulista, inaugurada oficialmente em 1891 e rapidamente transformada em símbolo da elite cafeeira paulistana. As imagens produzidas por Gaensly, especialmente por volta de 1902, revelam uma avenida ainda marcada por extensos casarões, palacetes aristocráticos, jardins e intensa arborização, muito diferente da paisagem verticalizada que definiria a região ao longo do século XX (SÃO PAULO HISTÓRIC...

O Monumento ao Desbravador, Maringá, 1972

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Em 1972, o prefeito Adriano José Valente viabilizou uma grande estátua que passou a simbolizar a força e a perseverança dos pioneiros e pioneiras que por aqui chegaram. Nomeada Monumento ao Desbravador , a obra de autoria de Henrique Aragão foi instalada na Praça Sete de Setembro , na região do “ Maringá Velho ” (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). Em pouco tempo, e antes mesmo de a praça ser inaugurada após suas reformas, o monumento foi popularmente batizado pela população de “ Peladão ” , em referência à nudez da parte posterior da escultura (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). A obra foi escolhida por meio de um concurso público promovido pela Prefeitura Municipal, que buscava um elemento artístico capaz de representar os pioneiros e pioneiras da formação da cidade (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). Sua inauguração oficial ocorreu em 27 de janeiro de 1973 , embora inicialmente estivesse prevista para setembro de 1972. O atraso nas obras impediu que a cerimônia acontecesse na data original (MARINGÁ HIST...

O 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa: História, Expansão e Papel Comunitário

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  O 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa , (Foto de 1940) no estado do Paraná, integra hoje uma rede de atendimento operacional que cobre 18 municípios da região dos Campos Gerais , servindo uma população estimada em cerca de 800 mil pessoas. Sua origem remonta à Lei nº 16, de 29 de março de 1937 , promulgada durante a administração do prefeito Albary Guimarães , que autorizou a criação da unidade. Apesar da lei de criação, a instalação efetiva do Grupamento ocorreu somente em 13 de agosto de 1939 , marca registrada como data de fundação pelo Corpo de Bombeiros . (BOMBEIROS PR, 2009; PONTA GROSSA HISTÓRICA, 1940) Desde sua fundação, o quartel central foi erguido na praça Roosevelt , no centro de Ponta Grossa, após uma demonstração pública com carro-bomba tanque realizada na Avenida Dr. Vicente Machado , sob liderança do capitão Meister , comandante do Corpo de Bombeiros de Curitiba , auxiliado por quatro bombeiros. Essa demonstração teve forte significado simbólico, pois marc...

Construção da Ponte da Amizade, Brasil-Paraguai, 1960

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Uma das obras de engenharia mais emblemáticas inauguradas no Paraná durante o regime militar, a Ponte Internacional da Amizade nasceu com o propósito de superar as barreiras geográficas que ainda separavam o Brasil do Paraguai. O projeto teve seus primeiros esboços em 1956, ano em que, no dia 29 de maio, os governos brasileiro e paraguaio firmaram um acordo para a construção de uma ponte sobre o rio Paraná, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Ciudad del Este. Em 14 de novembro daquele mesmo ano, foi criada uma comissão especial composta por representantes dos dois países, responsável pela execução da obra, sob a direção do engenheiro Almyr França . Durante os estudos preliminares, os engenheiros identificaram que a ponte deveria ter, no mínimo, 18 metros de altura acima do nível do rio, para evitar problemas com as cheias sazonais do Paraná. A construção final resultou em uma estrutura imponente, com 32 metros de altura e 553 metros de comprimento . A inauguração ocorreu em...

Praça São Francisco de São Cristóvão-SE, reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

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Resumo  Este artigo propõe uma reflexão sobre a Praça São Francisco, em São Cristóvão (SE), reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2010, a partir do conceito de "imaterialidades do material". Argumenta se que, para além do excepcional conjunto arquitetônico colonial, o valor universal da praça reside nas práticas sociais, nas memórias, nas festas e nas relações de poder que nela se tecem cotidianamente. Com base em estudos de caso e revisão bibliográfica, o texto demonstra como a materialidade do patrimônio é constantemente ressignificada pela vida que a ocupa, desafiando a dicotomia entre patrimônio material e imaterial e evidenciando a necessidade de uma gestão que integre essas dimensões. Palavras-chave: Patrimônio Cultural. Imaterialidade. Praça São Francisco. LEIA O ARTIGO COMPLETO AQUI>>> Imagens: Heitor Xavier

Praça Dom Antônio Mazzarotto, Ponta Grossa-PR

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AS IMATERIALIDADES DO MATERIAL: A PRAÇA DOM ANTÔNIO MAZZAROTTO E A FESTA DE SANTO ANTÔNIO (1947-1970) EM PONTA GROSSA-PR Resumo Este artigo analisa a Praça Dom Antônio Mazzarotto, localizada no bairro Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, Paraná, buscando compreender como um espaço urbano sem grande vulto monumental se transforma em lugar por meio das práticas sociais que nele acontecem. O recorte temporal compreende o período de 1947 a 1970, iniciado com a formação do bairro e o surgimento da praça. A pesquisa articula discussões sobre patrimônio cultural, memória, espaço, lugar e bens culturais associados, procurando compreender as relações entre a materialidade da praça e as práticas que lhe atribuem significados. A metodologia baseia-se na análise de documentos, legislação municipal, mapas, fotografias e registros relacionados à paróquia e à Festa de Santo Antônio. Os resultados parciais indicam que a Festa constitui importante elemento na produção social do lugar, ao promover encontro...

Nazismo no Paraná, 1930

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Sede do Partido Nazista em Curitiba, 1930 1936 Selo da Liga Nazista Brasileira, Divisão Paraná - 1930/1940 O Partido Nazista teve uma presença forte no Paraná, que foi o quinto estado brasileiro com mais filiados, somando 192 membros, sendo 94 só em Curitiba. A maioria era composta por alemães natos, jovens entre 25 e 35 anos que chegaram ao Brasil depois da Primeira Guerra Mundial e carregavam um forte sentimento nacionalista e revanchista. O partido foi oficializado no estado em 1933, com sede na Avenida Anita Garibaldi, em Curitiba, e teve como líder Werner Heinrich Wilhelm Hoffmann. As atividades iam de festas e desfiles a treinos paramilitares e propaganda pesada, incluindo a Juventude Teuto-Brasileira, que era tipo a versão local da Juventude Hitlerista e desfilava uniformizada pelas ruas da capital. Para crescer, os nazistas se infiltraram nos clubes e sociedades dos imigrantes alemães que já existiam há décadas, como a Sociedade Beneficente Operária e a União dos Cantores Alemã...