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Transporte da Colheita de café em Maringá, 25 de outubro de 1948

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A fotografia em questão registra um grupo de trabalhadores ao lado de sacas de café sobre um caminhão, datada de 25 de outubro de 1948. O veículo retratado é identificado como um Diamond Reo Speed Wagon, provavelmente fabricado no mesmo ano. De origem norte-americana, o modelo foi produzido pela REO Motor Car Company, empresa fundada em 1904 por Ransom Eli Olds, também criador da Oldsmobile. O Speed Wagon ganhou destaque mundial por sua versatilidade e resistência, sendo amplamente utilizado tanto no transporte comercial quanto em operações militares. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), a empresa direcionou sua produção para atender às demandas bélicas dos Estados Unidos, interrompendo as vendas civis. A retomada da produção comercial ocorreu a partir de 1946, quando o caminhão voltou a circular em diversos países, inclusive no Brasil (REO MOTOR CAR COMPANY, 1947; BURNS, 2015). No contexto regional, o registro de 1948 coincide com o início da formação de Maringá, cidade ofici...

Igreja de Nossa Senhora da Luz: memória, arquitetura e identidade em Almirante Tamandaré

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 A Igreja de Nossa Senhora da Luz , também conhecida como Igreja do Marmeleiro (na foto de 1973, acima), constitui um dos marcos históricos e arquitetônicos mais antigos de Almirante Tamandaré, no Paraná. Erguida sobre um morro de pedra, sua presença física e simbólica atravessa gerações, representando a fé, a perseverança e a organização comunitária que marcaram a formação da cidade. A construção original data de 1882, quando foi erguida uma capela de madeira dedicada a Nossa Senhora da Luz. O local escolhido, um ponto elevado com vista privilegiada, reforçava tanto a função religiosa quanto a dimensão simbólica da edificação como espaço de referência espiritual e social (PARANÁ HISTÓRICA, 1973). Com o passar do tempo, a antiga capela foi substituída por uma nova estrutura de alvenaria , cuja construção é atribuída às primeiras décadas do século XX, com registros indicando conclusão por volta de 1921 (IMAGENS DO BRASIL, 2020). Essa transformação não apenas representou o fortalec...

A Revolta dos Posseiros no Sudoeste do Paraná (1957)

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A Revolta dos Posseiros, também conhecida como Revolta dos Colonos, ocorrida em outubro de 1957 no sudoeste do Paraná, constitui um dos marcos mais expressivos das lutas pela terra no Brasil. O episódio envolveu milhares de agricultores que, armados de instrumentos de trabalho e de armas rudimentares, enfrentaram jagunços contratados por companhias colonizadoras, acusadas de grilagem e de uso de violência para expulsar famílias já estabelecidas na região (GOMES, 1986). Tal movimento não apenas representa a resistência de colonos diante de interesses empresariais e da omissão do poder público, mas também demonstra como os conflitos fundiários brasileiros se manifestaram em dimensões locais, inserindo-se no quadro mais amplo das disputas pela propriedade e pelo uso da terra. O contexto de formação do conflito remonta ao início da década de 1940, quando o governo federal, no âmbito da política de interiorização conhecida como “Marcha para o Oeste”, criou a Colônia Agrícola Nacional Genera...

Ciclone em Ponta Grossa, idos de 1927

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  “Ponta Grossa, a Princeza dos Campos, sacudida pela fúria dos ventos”. Foi com esse tom que a cidade ganhou repercussão nacional em 24 de outubro de 1927, quando um ciclone devastador deixou um rastro de destruição. O episódio ganhou destaque em diversos jornais e revistas da época, entre eles O Malho , publicação ilustrada de circulação nacional, que dedicou, em sua edição de novembro, uma seção intitulada “O desastre de Ponta Grossa”. Segundo a revista, rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h derrubaram árvores, devastaram o cemitério central e atingiram com força a região sul da cidade, onde se localizava a estação ferroviária. O periódico também relatou a existência de mortos e feridos, ressaltando que o prédio da antiga prefeitura precisou ser transformado em pronto-socorro improvisado para atender as vítimas. A tragédia repercutiu ainda em outros veículos. O jornal O Dia , de 26 de outubro, registrou a destruição de 30 casas, o destelhamento de outras 300 e oito fe...

Praça General Carneiro, Lapa, idos de 1950

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De autoria do escultor João Turim , uma estátua em bronze foi inaugurada em 1928 na Praça General Carneiro , no centro da Lapa. A obra presta homenagem ao herói que dá nome ao local. O General Gomes Carneiro foi o comandante das tropas legalistas durante o episódio histórico conhecido como Cerco da Lapa , travado entre janeiro e fevereiro de 1894. Ao longo de 26 dias, a cidade — hoje parte da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) — tornou-se palco de um dos mais sangrentos confrontos da Revolução Federalista, guerra civil que opôs federalistas , contrários à consolidação do presidencialismo, e as forças legalistas , fiéis ao governo de Marechal Floriano Peixoto. Cerca de 640 soldados , sob o comando de Gomes Carneiro, resistiram bravamente e garantiram tempo suficiente para que o Exército legalista se reorganizasse, frustrando a marcha dos revoltosos em direção à capital da República. A defesa da Lapa, embora marcada por grandes perdas, foi decisiva para a manutenção do governo e i...

Santa Tereza do Oeste/PR, idos de 1970

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Em primeiro plano, destaca-se a antiga Madeireira Lapacho , localizada às margens da BR-277, no trecho que liga Cascavel a Foz do Iguaçu. Entre as décadas de 1950 e 1980, a exploração madeireira foi a principal atividade econômica do oeste do Paraná, sustentando o crescimento de inúmeros municípios que se formaram nesse período. A Lapacho situava-se no então distrito de Santa Tereza , vinculado a Cascavel. O distrito, que se desenvolveu junto à cidade-mãe, conquistou sua emancipação política em 1º de janeiro de 1990 , por meio da mesma lei que também redefiniu os limites entre Cascavel e Toledo. Assim surgiu o município de Santa Tereza do Oeste , que hoje conta com uma população estimada em cerca de 13 mil habitantes . Fontes: IBGE | Foto: Acervo de Exatta Pesquisas | Acervo Paraná Histórica

Pesquisa Histórica sobre a Praça Dom Antônio Mazzarotto é apresentada no PPGH-UEPG em Ponta Grossa-PR

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Uma pesquisa histórica, realizada por acadêmico do curso de Bacharelado em História da UEPG, sobre o embricamento entre materialidade e imaterialidade, tem como objeto de estudo a Praça Dom Antônio Mazzarotto, no Jardim Carvalho, em Ponta Grossa-PR. Ainda em fase inicial, a pesquisa (prevista para durar 01 ano) é apresentada no V Colóquio de História da UEPG, na sede do  Programa de Pós-Graduação stricto sensu em História (PPGH), no Museu dos Campos Gerais neste corrente mês de setembro de 2025. O objetivo da pesquisa é o estudo da história da praça, sua preservação e valorização, além de posterior propositura ao órgão municipal competente, para seu tombamento como bem cultural da cidade. O trabalho de pesquisa vai além da teoria e busca estabelecer um diálogo construtivo com a comunidade que a utiliza, por meio do inventário participativo. RESUMO DA PRIMEIRA FASE DA PESQUISA, PARA O PPGH-UEPG: [...] "A Praça Dom Antônio Mazzarotto, localizada no bairro Jardim Carvalho em Ponta G...

Projetos contam a História da Comunidade Quilombola Sutil e do Seu Wilson Ferreira em Ponta Grossa-PR

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O Áudio Livro "A Glória do Meu Quilombo" e o projeto "Glorinha do Meu Quilombo” , uma animação,  são obras de alto nível que prestam homenagem à vida e à memória de Seu Wilson Ferreira , morador da Comunidade Remanescente Quilombola Sutil , em Ponta Grossa (PR).  Em tom realista e poético, na animação, a narrativa acompanha seu retorno simbólico às origens: as lembranças da infância no quilombo, a despedida da família, a partida para a cidade e o reencontro com a terra natal. Mais do que retratar a trajetória de um homem importante para a Comunidade, o filme celebra as raízes quilombolas , o sentido de pertencimento e a força da ancestralidade , revelando que a memória resiste no corpo, no tempo e no território. Produzida pelo coletivo Fiandeiras e aprovada pelo Edital de Chamamento nº 01/2024 – Apoio a Projetos de Fomento em Arte e Cultura – PNAB , a obra é destinada a crianças da rede pública de ensino. Com uma equipe formada por artistas, educadoras e pesquisador...

Helena Danderfer, a primeira mulher a dirigir um ônibus em Curitiba, 1974

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Publicada no jornal O Diário do Paraná em 1974, esta notícia registra um marco histórico: a primeira vez que uma mulher assumiu o volante de um ônibus de linha em Curitiba . O feito foi de Helena Danderfer , de 36 anos, que passou a conduzir a linha 885 – Mossunguê, da empresa Auto Viação Curitiba Ltda . Motorista desde os 22 anos, Helena já havia atuado como taxista, mas relatou ao jornal que se sentia mais segura dirigindo ônibus, além de destacar que a remuneração era mais atraente. Atualmente, as mulheres representam apenas 5% dos 2.950 motoristas que atuam nas empresas de ônibus da capital, evidenciando que o pioneirismo de Helena ainda inspira a busca por maior representatividade feminina na profissão. Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Prefeitura de Curitiba / O Diário do Paraná / Pinterest

Jaguariaíva, 1910

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Terra de personalidades notórias, como o ex-governador Moisés Lupion , Jaguariaíva é um município situado na região dos Campos Gerais do Paraná, com uma população estimada em cerca de 35 mil habitantes. Fundada oficialmente em 15 de setembro de 1823, Jaguariaíva está entre as cidades mais antigas do estado. Seu desenvolvimento inicial esteve diretamente ligado ao tropeirismo , já que a região servia como rota para viajantes que saíam do Rio Grande do Sul em direção ao estado de São Paulo . Com o passar do tempo, muitos desses viajantes optaram por fixar residência na área onde o município se encontra atualmente, seja para descanso ou para moradia definitiva. A fotografia, pertencente ao acervo de José Wille , oferece uma visão panorâmica da cidade em 1910. Fontes: História de Jaguariaíva v.1 / Memória Paranaense / Foto – Acervo de José Wille / Acervo Paraná Histórica