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Inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz em Ponta Grossa-PR

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            O documento em questão é o inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz, Ponta Grossa-PR (PR), realizado no ano de 2025 com a participação dos moradores, estudantes e pesquisadores da UEPG, de diferentes áreas. O projeto segue diretrizes do IPHAN e registra a história, cultura, práticas religiosas e modos de vida das comunidades. Também descreve o território e aponta desafios como mobilidade, perda de tradições e pressões externas. O estudo fortalece a memória, a identidade coletiva e contribui para a regularização da terra. É, ao mesmo tempo, um registro técnico e uma ferramenta de reparação de direitos, valorização e resistência cultural. As imagens postadas aqui são do Inventário Participativo cujo link encontra-se abaixo:  Acesse o documento completo aqui>>> Veja também: Estudo sobre o Quilombo Sutil>>>

Praça Barão do Rio Branco, Ponta Grossa-PR, idos de 1930

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Foto - Acervo de Vilmar Pereira / Acervo Ponta Grossa Histórica Infos aqui>>>

Ponta Grossa, construção da Vila 31 de Março em 1964

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Originário do acervo de Ivo Bittencourt Filho, o registro documental ilustra a edificação da Vila 31 de Março, cujo nome remete ao golpe militar de 1964, um dos períodos mais marcantes da história republicana brasileira. Inaugurado em 31 de março de 1967 — data que coincidia com o terceiro aniversário da intervenção —, o núcleo habitacional surgiu em um contexto de políticas de moradia ainda incipientes, sendo destinado prioritariamente a famílias de militares. À época, os contratos habitacionais estabelecidos previam prazos de 25 anos, amparados por isenções concedidas pelo Governo Federal. Com o passar das décadas, a denominação do bairro tornou-se objeto de controvérsia. Em 2009, um movimento de residentes propôs a alteração do nome para "15 de Março", em alusão à data da redemocratização do Brasil, ocorrida em 1985; contudo, a iniciativa não obteve êxito. Em 2012, por ocasião do 45º aniversário da vila, uma reportagem do periódico Gazeta do Povo consultou a comunidade lo...

Vila 31 de Março: Entre o Urbanismo e a Memória Política

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O registro fotográfico pertencente ao acervo de Moisés Francisco captura a Vila 31 de Março durante a década de 1970, em Ponta Grossa. O nome do conjunto habitacional carrega uma carga simbólica profunda, remetendo diretamente ao golpe militar de 1964. Inaugurado em 31 de março de 1967 , o núcleo foi entregue justamente no terceiro aniversário do regime, consolidando-se como um marco geográfico e ideológico na cidade. Diferente de outros conjuntos populares, a Vila 31 de Março foi projetada para atender, prioritariamente, famílias de militares e servidores públicos. Naquele período, os contratos habitacionais estendiam-se por 25 anos, contando com subsídios e isenções do governo federal, o que conferia ao bairro um perfil socioeconômico específico e uma forte ligação com a disciplina e a organização militar. Tensões e Identidade Com a redemocratização, a nomenclatura do bairro passou a ser objeto de debates. Em 2009 , surgiu um movimento liderado por moradores e ativistas que propunha...

Londrina, idos de 1930

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Imagem 1 - Primeira estação ferroviária de Londrina. 04.04.1935 Imagem 2 - Manobreira suíça com locomotiva americana da Ferrovia São Paulo - Paraná. Estação Ferroviária de Londrina. Década de 1930. Informações e Imagens do livro: Londrina documentada, Coleção Fotográfica José Juliani, 2011. https://sites.uel.br/museu/wp-content/uploads/2023/06/Documenta_2-Colecao-Fotografica-Jose-Juliani.pdf

Ponta do Calabouço – Vida Urbana, Escravidão e Transformações no Rio de Janeiro

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A Ponta do Calabouço foi uma proeminência de terra que avançava sobre a Baía de Guanabara, localizada entre as antigas praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro. Nesse sítio estratégico, desde o início do período colonial, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia, também chamado de Forte de São Tiago, como parte da rede defensiva da cidade-porto à beira do Atlântico (MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, 2026). No final do século XVII, esse conjunto militar incorporou, em 1693, uma prisão conhecida como Calabouço, destinada à detenção, punição e castigo de escravizados que haviam fugido ou cometido infrações sob a lógica colonial. A historiografia especializada mostra que, além de ser usado para confinamento e severas penalidades corporais, o Calabouço funcionou como lugar intermediário entre as sanções senhoriais e a autoridade do Estado, sob condições duras e humilhantes. Autores como Clarissa Nunes Maia e Holloway analisam o contexto pr...

Sobre o CNPR-BR

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                                            O Conexão Patrimônio Brasil, CNPR-BR, anteriormente denominado Conexão Paranaense Brasil, nasceu em 15 de maio de 2025, como uma iniciativa simples, livre, autônoma e independente voltada à divulgação do Paraná, de suas cidades, histórias e identidades culturais. Com o tempo, o projeto expandiu-se para o campo da pesquisa e da difusão histórica, passando a atuar de forma mais ampla na valorização da memória, da cultura e do patrimônio histórico-cultural paranaense. Em maio de 2026, o CNPR-BR iniciou uma nova etapa de expansão nacional. Por meio de diferentes parcerias e colaborações, o projeto passou a desenvolver pesquisas, estudos e ações de difusão em âmbito brasileiro, ampliando suas atividades para além do Paraná e consolidando uma proposta voltada à documentação, preservação e divulgação do patrimônio cultural em todo o territóri...

Londrina, 1959

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O edifício térreo, com beiral largo e estrutura aparente, exibe na entrada uma faixa que identifica o estabelecimento e sinaliza sua função agregadora: “Churrascaria Chopim dá boas-vindas aos radioamadores visitantes”. A calçada encontra-se ocupada por homens trajando paletó e camisas claras, muitos com as mangas arregaçadas; alguns ingressam no recinto, enquanto outros aguardam ou conversam em pequenos grupos, configurando o restaurante não apenas como espaço de alimentação, mas também como ambiente de sociabilidade e articulação social. Embora o endereço não esteja visível na imagem, o contexto histórico é determinante. A Churrascaria Chopim estabeleceu-se no interior do Parque de Exposições Governador Ney Braga, inaugurado em 16 de fevereiro de 1964, espaço que se consolidou como sede da ExpoLondrina e de diversos eventos agropecuários, técnicos e institucionais ao longo das décadas. Nesse cenário, a experiência gastronômica integrava o próprio ritual social das feiras e exposiçõe...

Seleção Soviética jogou no Paraná em fevereiro de 1966

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Considerada uma das principais candidatas ao título da Copa do Mundo de 1966, disputada e vencida pela Inglaterra, a seleção da União Soviética iniciou, meses antes do torneio, uma extensa série de partidas amistosas internacionais. O objetivo era aprimorar o entrosamento da equipe e testar seus principais jogadores em diferentes contextos e estilos de jogo. A competição mundial teria início em 11 de julho de 1966, mas ainda no primeiro semestre daquele ano os soviéticos surpreenderam ao incluir o interior do Brasil em seu roteiro de preparação. Mais infos aqui>>> Em fevereiro de 1966, a delegação da União Soviética desembarcou em Maringá, no norte do Paraná, um destino pouco comum para seleções europeias daquele porte. No dia 13 de fevereiro, o selecionado soviético entrou em campo para um amistoso contra o Grêmio Maringá, então uma das forças do futebol paranaense. O elenco visitante contava com nomes de destaque do futebol mundial, entre eles Lev Yashin, campeão olímpico e...

Quem habitava Prudentópolis antes da chegada dos fundadores e, posteriormente, dos colonos?

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Foto dos idos de 1950 O livro, Enciclopédia dos Municípios Brasileiros 1957 a 1964, Volume XXXI, página 415, diz: "Em 1882, desde que o projeto da construção da estrada oferecia perspectivas de valorização das terras, começou a afluir gente à localidade, que, segundo consta, fôra anteriormente habitada por selvagens pertencentes às tribos dos coroados , hoje totalmente desaparecidos.  A seis quilômetros do rio dos Patos, Firmo Mendes de Queiroz, descendente de bandeirantes paulistas, construiu uma casa e tentou a agricultura. Pela sua propriedade deveria passar a linha telegráfica e, conseqüentemente, a estrada para Guarapuava. Em 1884 o Pároco de Guarapuava convenceu Firmo Mendes de Queiroz a mandar construir uma capela consagrada a São João Batista. Nesse mesmo ano, Firmo de Queiroz doou suas terras, para que nelas fôsse construída uma povoação, à qual deu o nome de São João do Capanema, em homenagem ao Barão de Capanema, de quem o fundador era grande amigo. Dentro em pouco tem...