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Alfaiataria Dutra, Londrina-PR, idos de 1951

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Entre 1951 e 1965, a Alfaiataria Dutra, situada na Rua Sergipe, tornou-se uma das referências mais marcantes de Londrina. Mais do que um ateliê de corte e costura, o local era um ponto de convivência e trabalho afetivo lembrado por gerações de moradores (LONDRINA HISTÓRICA, 2025). A alfaiataria iniciou suas atividades na Avenida Duque de Caxias, mas logo se transferiu para a Sergipe, consolidando sua presença no centro da cidade (FOLHA DE LONDRINA, 2008). Com cerca de 28 funcionários, entre homens e mulheres, a rotina era intensa e acolhedora. O espaço funcionava quase como uma família: filhos auxiliavam os pais, aprendizes cresciam ao lado dos alfaiates mais antigos e clientes tornavam-se parte da convivência cotidiana (LONDRINA HISTÓRICA, 2025). O elemento mais lembrado da Alfaiataria Dutra era o presépio natalino criado por Lauro Dutra Borges. Com miniaturas, engrenagens, movimento e iluminação, a peça era montada todos os anos e se tornou um grande atrativo da cidade (FOLHA DE LO...

Natal em Maringá, 1980

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A cidade de Maringá, no noroeste do Paraná, consolidou-se nas últimas décadas como um dos principais polos de celebração natalina do Brasil. Embora a marca institucional “Maringá Encantada” tenha sido criada apenas em 2017, estudos sobre políticas culturais do município indicam que o hábito de iluminar e ornamentar as vias públicas durante o Natal remonta, pelo menos, aos anos 1970, quando a administração municipal passou a investir de forma mais sistemática em ações de embelezamento urbano (GIANELLO, 2019, p. 42). O registro fotográfico em questão retrata a Avenida Getúlio Vargas, no centro de Maringá, provavelmente em algum momento da década de 1980. A imagem mostra a via ornamentada e, ao fundo, a Praça Raposo Tavares, importante espaço público desde os anos 1960, acompanhada do antigo Terminal Rodoviário Municipal, inaugurado em 1962 e posteriormente demolido em 2011 (MARINGÁ HISTÓRICA, 2011). A tradição de iluminar a cidade nas festas de fim de ano, que começou de forma discreta, ...

Casas Blanc, 1980, Ponta Grossa-PR

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A Casas Blanc foi um empreendimento emblemático no comércio de eletrônicos e utilidades domésticas em Ponta Grossa, Paraná, deixando uma marca significativa na memória da cidade. Embora existam depoimentos que aludem ao seu funcionamento já nos anos 1930, sua razão social foi formalizada apenas nos anos 1960, segundo registros de CNPJ — a Casas Blanc S.A. Imp. e Com. foi constituída em 22 de setembro de 1966, sediada em Ponta Grossa.  A presença da loja iluminada durante o Natal, retratada em fotografias de época, realça não só sua relevância comercial, mas também simbólica. Essas imagens, provenientes do acervo de Denise Blanc e do Ponta Grossa Memória Viva, demonstram que a Blanc era conhecida por suas elaboradas decorações natalinas, tornando-se parte integrante das tradições festivas da cidade.  O sucesso e a longevidade desse negócio podem ser entendidos à luz de um contexto mais amplo: nas décadas de 1930 a 1940, Ponta Grossa vivenciou um crescimento econômico acelerado,...

Transporte da Colheita de café em Maringá, 25 de outubro de 1948

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A fotografia em questão registra um grupo de trabalhadores ao lado de sacas de café sobre um caminhão, datada de 25 de outubro de 1948. O veículo retratado é identificado como um Diamond Reo Speed Wagon, provavelmente fabricado no mesmo ano. De origem norte-americana, o modelo foi produzido pela REO Motor Car Company, empresa fundada em 1904 por Ransom Eli Olds, também criador da Oldsmobile. O Speed Wagon ganhou destaque mundial por sua versatilidade e resistência, sendo amplamente utilizado tanto no transporte comercial quanto em operações militares. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), a empresa direcionou sua produção para atender às demandas bélicas dos Estados Unidos, interrompendo as vendas civis. A retomada da produção comercial ocorreu a partir de 1946, quando o caminhão voltou a circular em diversos países, inclusive no Brasil (REO MOTOR CAR COMPANY, 1947; BURNS, 2015). No contexto regional, o registro de 1948 coincide com o início da formação de Maringá, cidade ofici...

O 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa: História, Expansão e Papel Comunitário

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  O 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa , (Foto de 1940) no estado do Paraná, integra hoje uma rede de atendimento operacional que cobre 18 municípios da região dos Campos Gerais , servindo uma população estimada em cerca de 800 mil pessoas. Sua origem remonta à Lei nº 16, de 29 de março de 1937 , promulgada durante a administração do prefeito Albary Guimarães , que autorizou a criação da unidade. Apesar da lei de criação, a instalação efetiva do Grupamento ocorreu somente em 13 de agosto de 1939 , marca registrada como data de fundação pelo Corpo de Bombeiros . (BOMBEIROS PR, 2009; PONTA GROSSA HISTÓRICA, 1940) Desde sua fundação, o quartel central foi erguido na praça Roosevelt , no centro de Ponta Grossa, após uma demonstração pública com carro-bomba tanque realizada na Avenida Dr. Vicente Machado , sob liderança do capitão Meister , comandante do Corpo de Bombeiros de Curitiba , auxiliado por quatro bombeiros. Essa demonstração teve forte significado simbólico, pois marc...

Igreja de Nossa Senhora da Luz: memória, arquitetura e identidade em Almirante Tamandaré

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 A Igreja de Nossa Senhora da Luz , também conhecida como Igreja do Marmeleiro (na foto de 1973, acima), constitui um dos marcos históricos e arquitetônicos mais antigos de Almirante Tamandaré, no Paraná. Erguida sobre um morro de pedra, sua presença física e simbólica atravessa gerações, representando a fé, a perseverança e a organização comunitária que marcaram a formação da cidade. A construção original data de 1882, quando foi erguida uma capela de madeira dedicada a Nossa Senhora da Luz. O local escolhido, um ponto elevado com vista privilegiada, reforçava tanto a função religiosa quanto a dimensão simbólica da edificação como espaço de referência espiritual e social (PARANÁ HISTÓRICA, 1973). Com o passar do tempo, a antiga capela foi substituída por uma nova estrutura de alvenaria , cuja construção é atribuída às primeiras décadas do século XX, com registros indicando conclusão por volta de 1921 (IMAGENS DO BRASIL, 2020). Essa transformação não apenas representou o fortalec...

O Monumento ao Desbravador, Maringá, 1972

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Em 1972, o prefeito Adriano José Valente viabilizou uma grande estátua que passou a simbolizar a força e a perseverança dos pioneiros e pioneiras que por aqui chegaram. Nomeada Monumento ao Desbravador , a obra de autoria de Henrique Aragão foi instalada na Praça Sete de Setembro , na região do “ Maringá Velho ” (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). Em pouco tempo, e antes mesmo de a praça ser inaugurada após suas reformas, o monumento foi popularmente batizado pela população de “ Peladão ” , em referência à nudez da parte posterior da escultura (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). A obra foi escolhida por meio de um concurso público promovido pela Prefeitura Municipal, que buscava um elemento artístico capaz de representar os pioneiros e pioneiras da formação da cidade (MARINGÁ HISTÓRICA, 1972). Sua inauguração oficial ocorreu em 27 de janeiro de 1973 , embora inicialmente estivesse prevista para setembro de 1972. O atraso nas obras impediu que a cerimônia acontecesse na data original (MARINGÁ HIST...

A Revolta dos Posseiros no Sudoeste do Paraná (1957)

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A Revolta dos Posseiros, também conhecida como Revolta dos Colonos, ocorrida em outubro de 1957 no sudoeste do Paraná, constitui um dos marcos mais expressivos das lutas pela terra no Brasil. O episódio envolveu milhares de agricultores que, armados de instrumentos de trabalho e de armas rudimentares, enfrentaram jagunços contratados por companhias colonizadoras, acusadas de grilagem e de uso de violência para expulsar famílias já estabelecidas na região (GOMES, 1986). Tal movimento não apenas representa a resistência de colonos diante de interesses empresariais e da omissão do poder público, mas também demonstra como os conflitos fundiários brasileiros se manifestaram em dimensões locais, inserindo-se no quadro mais amplo das disputas pela propriedade e pelo uso da terra. O contexto de formação do conflito remonta ao início da década de 1940, quando o governo federal, no âmbito da política de interiorização conhecida como “Marcha para o Oeste”, criou a Colônia Agrícola Nacional Genera...

Ciclone em Ponta Grossa, idos de 1927

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  “Ponta Grossa, a Princeza dos Campos, sacudida pela fúria dos ventos”. Foi com esse tom que a cidade ganhou repercussão nacional em 24 de outubro de 1927, quando um ciclone devastador deixou um rastro de destruição. O episódio ganhou destaque em diversos jornais e revistas da época, entre eles O Malho , publicação ilustrada de circulação nacional, que dedicou, em sua edição de novembro, uma seção intitulada “O desastre de Ponta Grossa”. Segundo a revista, rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h derrubaram árvores, devastaram o cemitério central e atingiram com força a região sul da cidade, onde se localizava a estação ferroviária. O periódico também relatou a existência de mortos e feridos, ressaltando que o prédio da antiga prefeitura precisou ser transformado em pronto-socorro improvisado para atender as vítimas. A tragédia repercutiu ainda em outros veículos. O jornal O Dia , de 26 de outubro, registrou a destruição de 30 casas, o destelhamento de outras 300 e oito fe...

Praça General Carneiro, Lapa, idos de 1950

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De autoria do escultor João Turim , uma estátua em bronze foi inaugurada em 1928 na Praça General Carneiro , no centro da Lapa. A obra presta homenagem ao herói que dá nome ao local. O General Gomes Carneiro foi o comandante das tropas legalistas durante o episódio histórico conhecido como Cerco da Lapa , travado entre janeiro e fevereiro de 1894. Ao longo de 26 dias, a cidade — hoje parte da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) — tornou-se palco de um dos mais sangrentos confrontos da Revolução Federalista, guerra civil que opôs federalistas , contrários à consolidação do presidencialismo, e as forças legalistas , fiéis ao governo de Marechal Floriano Peixoto. Cerca de 640 soldados , sob o comando de Gomes Carneiro, resistiram bravamente e garantiram tempo suficiente para que o Exército legalista se reorganizasse, frustrando a marcha dos revoltosos em direção à capital da República. A defesa da Lapa, embora marcada por grandes perdas, foi decisiva para a manutenção do governo e i...