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A Avenida Paulista pelor olhar de Guilherme Gaensly em 1902

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O fotógrafo suíço-brasileiro Guilherme Gaensly (1843-1928) foi um dos principais responsáveis por eternizar visualmente a transformação urbana de São Paulo entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Considerado um dos grandes nomes da fotografia documental brasileira, Gaensly produziu registros fundamentais da capital paulista em pleno processo de modernização, acompanhando o crescimento econômico impulsionado pelo café, pela imigração e pela urbanização acelerada (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2022). Entre suas obras mais emblemáticas está a série fotográfica dedicada à Avenida Paulista, inaugurada oficialmente em 1891 e rapidamente transformada em símbolo da elite cafeeira paulistana. As imagens produzidas por Gaensly, especialmente por volta de 1902, revelam uma avenida ainda marcada por extensos casarões, palacetes aristocráticos, jardins e intensa arborização, muito diferente da paisagem verticalizada que definiria a região ao longo do século XX (SÃO PAULO HISTÓRIC...

Avenida Beckman, Maringá-PR, idos da década de 1960

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A antiga Avenida Beckman, atual Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, aparece registrada em uma fotografia possivelmente produzida na década de 1960, em um período no qual Maringá ainda consolidava sua expansão urbana para além do núcleo originalmente planejado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, CMNP (MARINGÁ HISTÓRICA, 2024). À direita da imagem, observa-se a extensa área verde que posteriormente se transformaria no atual Parque do Ingá, um dos principais cartões-postais ambientais da cidade. Naquele contexto, a Avenida Beckman constituía uma importante ligação viária entre regiões ainda pouco urbanizadas da cidade. Situada na margem sul da Zona 2 e próxima ao vale do Córrego Moscados, a via atravessava uma área de baixada cercada por mata densa, iluminação precária e reduzida circulação noturna. Antigos moradores relatam que o trecho era considerado um dos mais perigosos de Maringá, sobretudo durante a noite, quando a ausência de infraestrutura urbana favore...

Obras do calçadão da XV em Curitiba, 1972

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A imagem registra um dos momentos mais emblemáticos da história urbana de Curitiba: o início do calçamento da Rua XV de Novembro, marco da transformação do centro da cidade em espaço voltado prioritariamente ao pedestre. Na manhã de uma sexta-feira de maio de 1972, dezenas de trabalhadores iniciaram as obras que dariam origem ao primeiro calçadão do país, iniciativa que se tornaria referência nacional e internacional em urbanismo (PREFEITURA DE CURITIBA, 1972). A proposta previa a adaptação rápida do trecho compreendido entre a Praça Osório e a Praça Santos Andrade, área então marcada por tráfego intenso e lento, o que comprometia a mobilidade cotidiana. A solução foi transformar o eixo em via exclusivamente dedicada ao pedestre, reorganizando o centro histórico e inaugurando nova lógica de convivência urbana (GAZETA DO POVO, 1972). A obra integrou o conjunto de ações conduzidas pela Prefeitura de Curitiba durante a gestão do arquiteto Jaime Lerner, momento em que o planejamento urbano...

Desfile em comemoração à conquista da Copa do Mundo de 1970

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A conquista do tricampeonato mundial de futebol pela Seleção Brasileira, em 21 de junho de 1970, ultrapassou os limites do Estádio Azteca, na Cidade do México, e reverberou intensamente em diferentes cidades do país, entre elas Cascavel. O triunfo, selado com a vitória por 4 a 1 sobre a seleção italiana, consagrou uma geração de atletas marcada por nomes como Pelé, Gérson e Jairzinho, além de consolidar o Brasil como a primeira nação a vencer três edições da Copa do Mundo. Em Cascavel, a repercussão do título materializou-se em um desfile espontâneo que tomou a Avenida Brasil, então um espaço urbano em transformação. Embora já concentrasse intenso fluxo de automóveis, a via ainda apresentava características de uma cidade em processo de expansão, visíveis na própria configuração do espaço público. O registro fotográfico realizado por Ermiro Dalbosco documenta esse momento de celebração coletiva e, simultaneamente, revela aspectos da paisagem urbana local. Observa-se, na imagem, o cant...

Avenida Central - Vista para o Norte, Cidade do Rio de Janeiro, 1906.

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[...] "Marc Ferrez (1843–1923) percorreu as regiões Nordeste, Norte e Sudeste como fotógrafo oficial da Comissão Geológica do Império do Brasil (1875-1878), e as regiões Sul e Sudeste como fotógrafo das principais ferrovias em construção e modernização naquele momento. Nascido e radicado no Rio de Janeiro, Ferrez documentou também intensivamente a capital do Império e seu entorno. Sua atividade profissional e criativa foi marcada pela busca permanente de inovações tecnológicas e de linguagem, em associação com grandes nomes da engenharia, da ciência e das artes." [...] Imagem: Marc Ferrez / Coleção Brício de Abreu https://acervobndigital.bn.gov.br/sophia/index.html Infos: https://artrio.com/noticias/territorio-e-imagem-pelas-lentes-de-marc-ferrez

Um estudo histórico sobre a Praça Dom Antônio Mazzarotto em Ponta Grossa-PR

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Trata-se de uma pesquisa histórica desenvolvida no âmbito da Iniciação Científica e do Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), realizada por acadêmico do 3º ano do curso de Bacharelado em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O estudo, nessa primeira fase (2025/2026), tem produzido resultados relevantes para o resgate e a compreensão histórica da Praça Dom Antônio Mazzarotto, objeto central desta primeira etapa da labuta acadêmica. A pesquisa articula a análise da praça com a tradicional Festa de Santo Antônio (que será o objeto de estudos para a 2ª fase da lida entre 2026/2027), vinculada à Paróquia Santo Antônio, bem como com as feiras realizadas no local, compreendidas como práticas que dinamizam o espaço e contribuem para sua configuração como lugar socialmente significativo no bairro Jardim Carvalho. Nesse sentido, o estudo evidencia como essas experiências coletivas atribuem sentido ao espaço, consolidando-o como referência de memória, sociabilidade e...

Artigo sobre o Cursinho do GEPIC da Igreja Imaculada Conceição de Uvaranas de Ponta Grossa-PR

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Imagem: Instagram/Gepic. Uma pesquisa histórica desenvolvida em Ponta Grossa vem levantando uma discussão ainda pouco explorada no Brasil: um cursinho popular voluntário pode se tornar uma referência cultural de uma cidade? O estudo analisa o Grupo de Estudos Pré-Vestibular Imaculada Conceição (GEPIC), conhecido há quase vinte anos como o tradicional “cursinho da Igrejinha de Uvaranas”. A proposta da pesquisa, respeitando o método e o rigor indispensáveis à investigação histórica, não é afirmar que o projeto já constitua oficialmente um patrimônio cultural, mas compreender de que maneira iniciativas comunitárias de educação popular podem produzir memória coletiva, sentimento de pertencimento e significativo impacto social no espaço urbano. Ao longo de quase duas décadas, o GEPIC, segundo informações do site , auxiliou milhares de estudantes de forma totalmente voluntária, tornando-se referência para gerações de jovens ponta-grossenses que sonham com o ingresso na universidade. Segundo ...

Centro Espírita Francisco de Assis, Ponta Grossa, 1936

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  Registrada no acervo de Elizabeth Holzmann e compartilhada no grupo "Antigamente em Ponta Grossa", a imagem revela a primeira sede da Sociedade Espírita São Francisco de Assis na cidade. Fundada em 1912, a instituição funcionava inicialmente na rua Professora Judith Macedo Silveira. Embora a data da fotografia seja desconhecida, o registro documenta esse importante capítulo da história espírita local. Anos depois, a Sociedade transferiu-se para um imóvel na rua Santos Dumont, onde permanece até os dias atuais. Imagens: Acervo MCG>>>  e infos de Ponta Grossa      Histórica 

Avenida Carlos Cavalcanti, Ponta Grossa, 1936

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  Originalmente chamada de Estrada de Itaiacoca, a Avenida Carlos Cavalcanti era a principal via de acesso ao bairro de Uvaranas desde sua fundação por imigrantes alemães do Volga em meados de 1870. Na década de 1930, a região ganhou aspecto urbano com escola, padarias e quartel militar, consolidando a avenida como eixo central. O nome homenageia Carlos Cavalcanti de Albuquerque, engenheiro e ex-governador do Paraná. Com o crescimento, Uvaranas tornou-se o bairro mais populoso de Ponta Grossa, com mais de 45 mil moradores. Atualmente, a avenida abriga um dos campi da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Assim, a via é um retrato vivo da evolução histórica e urbana da cidade. Imagens: Acervo MCG>>>  e infos de Ponta Grossa Histórica

A história de Lúcio Alves da Silva e a sua luta contra o racismo em Ponta Grossa, 1988

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O Cobaia, jornal laboratório do curso de jornalismo da UEPG, publicou em 1988 uma reportagem sobre Lúcio Alves da Silva e a sua luta contra o racismo em Ponta Grossa-PR.  Lúcio Alves da Silva foi um líder negro na cidade de Ponta Grossa (PR). Em 1890, dois anos após a assinatura da Lei Áurea, ele liderou um grupo de jovens na fundação do Clube Literário e Recreativo Treze de Maio. Em uma sociedade que ainda o excluía de espaços de lazer e cultura, o objetivo de Lúcio era claro: criar um lugar onde os negros pudessem se encontrar e ter acesso à leitura e ao divertimento, algo que lhes era negado nos clubes da elite branca da cidade.  Clique na imagens para ver melhor.  VEJA MAIS SOBRE ESSA HISTÓRIA, PESQUISANDO NO ACERVO DO MUSEU CAMPOS GERAIS>>> Mais infos sobre Lúcio e sua história, aqui>>> Vídeo Clube De Preto >>>   DADOS DO VÍDEO: Direção: Ione da Silva Jovino, NUREGS-UEPG, Youtube, 20 de julho de 2018, (49 min). Feito com recur...

Ouro Preto: Monumento Nacional e Patrimônio Mundial

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Primeira localidade brasileira a ser laureada com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1980, Ouro Preto constitui um dos pilares da memória histórica nacional. O município desempenhou um papel central na formação do Brasil, tendo sido o epicentro da Inconfidência Mineira e capital do estado de Minas Gerais até o ano de 1897. Seu desenvolvimento está intrinsecamente ligado ao apogeu do ciclo do ouro, período que moldou sua arquitetura e relevância política. A singularidade estética da cidade manifesta-se em seu traçado urbano original, caracterizado por vias pavimentadas em pedra, casarios coloniais preservados e templos religiosos que abrigam o legado de mestres do Barroco e Rococó, com destaque para as obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Dentre os principais sítios de interesse histórico e cultural, destacam-se: Praça Tiradentes: Marco zero e símbolo da resistência republicana; Igreja de São Francisco de Assis: Obra-prima da arquitetura barroca; ...

Inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz em Ponta Grossa-PR

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            O documento em questão é o inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz, Ponta Grossa-PR (PR), realizado no ano de 2025 com a participação dos moradores, estudantes e pesquisadores da UEPG, de diferentes áreas. O projeto segue diretrizes do IPHAN e registra a história, cultura, práticas religiosas e modos de vida das comunidades. Também descreve o território e aponta desafios como mobilidade, perda de tradições e pressões externas. O estudo fortalece a memória, a identidade coletiva e contribui para a regularização da terra. É, ao mesmo tempo, um registro técnico e uma ferramenta de reparação de direitos, valorização e resistência cultural. As imagens postadas aqui são do Inventário Participativo cujo link encontra-se abaixo:  Acesse o documento completo aqui>>> Veja também: Estudo sobre o Quilombo Sutil>>>

Praça Barão do Rio Branco, Ponta Grossa-PR, idos de 1930

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Foto - Acervo de Vilmar Pereira / Acervo Ponta Grossa Histórica Infos aqui>>>

Ponta Grossa, construção da Vila 31 de Março em 1964

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Originário do acervo de Ivo Bittencourt Filho, o registro documental ilustra a edificação da Vila 31 de Março, cujo nome remete ao golpe militar de 1964, um dos períodos mais marcantes da história republicana brasileira. Inaugurado em 31 de março de 1967 — data que coincidia com o terceiro aniversário da intervenção —, o núcleo habitacional surgiu em um contexto de políticas de moradia ainda incipientes, sendo destinado prioritariamente a famílias de militares. À época, os contratos habitacionais estabelecidos previam prazos de 25 anos, amparados por isenções concedidas pelo Governo Federal. Com o passar das décadas, a denominação do bairro tornou-se objeto de controvérsia. Em 2009, um movimento de residentes propôs a alteração do nome para "15 de Março", em alusão à data da redemocratização do Brasil, ocorrida em 1985; contudo, a iniciativa não obteve êxito. Em 2012, por ocasião do 45º aniversário da vila, uma reportagem do periódico Gazeta do Povo consultou a comunidade lo...

Vila 31 de Março: Entre o Urbanismo e a Memória Política

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O registro fotográfico pertencente ao acervo de Moisés Francisco captura a Vila 31 de Março durante a década de 1970, em Ponta Grossa. O nome do conjunto habitacional carrega uma carga simbólica profunda, remetendo diretamente ao golpe militar de 1964. Inaugurado em 31 de março de 1967 , o núcleo foi entregue justamente no terceiro aniversário do regime, consolidando-se como um marco geográfico e ideológico na cidade. Diferente de outros conjuntos populares, a Vila 31 de Março foi projetada para atender, prioritariamente, famílias de militares e servidores públicos. Naquele período, os contratos habitacionais estendiam-se por 25 anos, contando com subsídios e isenções do governo federal, o que conferia ao bairro um perfil socioeconômico específico e uma forte ligação com a disciplina e a organização militar. Tensões e Identidade Com a redemocratização, a nomenclatura do bairro passou a ser objeto de debates. Em 2009 , surgiu um movimento liderado por moradores e ativistas que propunha...

Londrina, idos de 1930

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Imagem 1 - Primeira estação ferroviária de Londrina. 04.04.1935 Imagem 2 - Manobreira suíça com locomotiva americana da Ferrovia São Paulo - Paraná. Estação Ferroviária de Londrina. Década de 1930. Informações e Imagens do livro: Londrina documentada, Coleção Fotográfica José Juliani, 2011. https://sites.uel.br/museu/wp-content/uploads/2023/06/Documenta_2-Colecao-Fotografica-Jose-Juliani.pdf

Ponta do Calabouço – Vida Urbana, Escravidão e Transformações no Rio de Janeiro

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A Ponta do Calabouço foi uma proeminência de terra que avançava sobre a Baía de Guanabara, localizada entre as antigas praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro. Nesse sítio estratégico, desde o início do período colonial, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia, também chamado de Forte de São Tiago, como parte da rede defensiva da cidade-porto à beira do Atlântico (MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, 2026). No final do século XVII, esse conjunto militar incorporou, em 1693, uma prisão conhecida como Calabouço, destinada à detenção, punição e castigo de escravizados que haviam fugido ou cometido infrações sob a lógica colonial. A historiografia especializada mostra que, além de ser usado para confinamento e severas penalidades corporais, o Calabouço funcionou como lugar intermediário entre as sanções senhoriais e a autoridade do Estado, sob condições duras e humilhantes. Autores como Clarissa Nunes Maia e Holloway analisam o contexto pr...

Sobre o CNPR-BR

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                                            O Conexão Patrimônio Brasil, CNPR-BR, anteriormente denominado Conexão Paranaense Brasil, nasceu em 15 de maio de 2025, como uma iniciativa simples, livre, autônoma e independente voltada à divulgação do Paraná, de suas cidades, histórias e identidades culturais. Com o tempo, o projeto expandiu-se para o campo da pesquisa e da difusão histórica, passando a atuar de forma mais ampla na valorização da memória, da cultura e do patrimônio histórico-cultural paranaense. Em maio de 2026, o CNPR-BR iniciou uma nova etapa de expansão nacional. Por meio de diferentes parcerias e colaborações, o projeto passou a desenvolver pesquisas, estudos e ações de difusão em âmbito brasileiro, ampliando suas atividades para além do Paraná e consolidando uma proposta voltada à documentação, preservação e divulgação do patrimônio cultural em todo o territóri...

Londrina, 1959

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O edifício térreo, com beiral largo e estrutura aparente, exibe na entrada uma faixa que identifica o estabelecimento e sinaliza sua função agregadora: “Churrascaria Chopim dá boas-vindas aos radioamadores visitantes”. A calçada encontra-se ocupada por homens trajando paletó e camisas claras, muitos com as mangas arregaçadas; alguns ingressam no recinto, enquanto outros aguardam ou conversam em pequenos grupos, configurando o restaurante não apenas como espaço de alimentação, mas também como ambiente de sociabilidade e articulação social. Embora o endereço não esteja visível na imagem, o contexto histórico é determinante. A Churrascaria Chopim estabeleceu-se no interior do Parque de Exposições Governador Ney Braga, inaugurado em 16 de fevereiro de 1964, espaço que se consolidou como sede da ExpoLondrina e de diversos eventos agropecuários, técnicos e institucionais ao longo das décadas. Nesse cenário, a experiência gastronômica integrava o próprio ritual social das feiras e exposiçõe...